domingo, 28 de fevereiro de 2016

AS BOTINHAS DO SUCESSO !

Esta estória é diferente. Já ocorreu há muito tempo... Ela é cheia de charme, tem seu início poético e como acontece, nas reviravoltas da vida e das passarinhadas, e, mesmo nos sons do cantar dos pássaros, em seus tons e semitons, tem seus revolteios!

- Amanhecer em Curvelo/MG.

E assim começamos: Era um vez... Há muito tempo, lá pelas bandas de Curvelo/MG, houve uma passarinhada. Foi na área de cerrado, e, olha, nem vou lhes contar, pois ela foi da pesada! Com a ajuda do Márcio e apoio da irmã querida, fomos passarinhar. Fomos ver arara-canindé e até tié-caburé! Flagramos ainda: Mineirinho(1), baiano e cabloquinho(2). Era tantos passarinhos que ficamos doidinhos!


- Tiê-caburé, Compsothraupis loricata (Lichtenstein, 1819).

- Araras-canindé, Ara ararauna (Linnaeus, 1758).


Mas tudo começou assim: Chegamos bem cedinho e saímos a passarinhar, sob um sol de lascar! A tardinha chegaram mais dois, e à noitinha, outros dois, formando um sexteto. No entanto, completando a banda passarinheira da ECOAVIS, no dia seguinte, mais um, a nós veio se ajuntar. Então, lá fomos nós, alegres e cantantes, várias aves avistar.

- Corrupião, Icterus jamacaii (Gmelin, 1788).

Sempre que saíamos, lá perto daquela porteirinha, uma amante vinha nos encontrar. Era a barregã do companheiro! O único problema dela é que espantava os passarinhos e as jaçanãs! (3) Sim, sim! É a verdade mais pura! Se não me creem, podem irem lá, perguntar para as cancãs!

- Gralhas-cancã, Cyanocorax cyanopogon.

Essa amásia era adorável... Por isto creio que depois deste passarinhar, o nosso companheiro vai apanhar! Mas, não podia deixar de uma homenagem lhe prestar!


- Companheira inseparável do Márcio. Por isso a apelidamos de amante do mesmo. O único problema é que ela ia à frente espantando os passarinhos... (rsrs).



- Baiano, Sporophila nigricollis (Vieillot, 1823).

- Bichoita, Schoeniophylax phryganophilus (Vieillot, 1817).


No sábado bem cedinho, na companhia de Augustim, tivemos uma festa de fim-fim... (4) mas, mato mesmo, lá, era beija-flor: Bico-curvo, garganta-verde (5), peito-azul e ainda tuim! E foi aqui que começou a nossa historieta!

- Tuim, Forpus xanthopterygius (Spix, 1824).

Levantamos, tomamos rapidamente um generoso café... Corre pra cá, pega as máquinas de lá, vestimo-nos na correria. E nos encontramos logo depois daquela enorme varanda... E os beija-flores já se encontravam voando pra lá e pra cá! E o que vemos?! Vocês não vão acreditar, como os beija-flores também não acreditaram.

- Beija-flor-de-peito-azul, Amazilia lactea (Lesson, 1832).

Saindo lá de dentro, vimos aquelas charmosas, lindas, maravilhosas, fantásticas botas... Coloridas, floridas... indescritíveis... Tinham seu glamour, seu charme, seu brilho... Ficamos todos de queijos caídos e os beija-flores babando com os bicos abertos... Esvoaçaram, se empertigaram... Eram rasantes pra cá, zumbidos pra lá... Revoluteavam, dançavam por entre os alegres raios do sol nascente que reverberavam seus lindos raios não somente sobre suas asas, mas, também, iluminavam aquelas belas e floridas botas. Sim, floridas sim... Rosáceas, brilhantes, fascinantes botas!




E lá fomos nós, pela estrada afora, cantarolando nos ouvidos uns dos outros acerca daquelas pisantes lindas, exuberantes, que deixavam cair suas pétalas por onde passavam! E os pássaros?! Oras, era um olho neles e o outro? Bem, não sabíamos por onde estes andavam; mas, as línguas, estas, sim, se encontravam: Nas lendárias botas. Onde os beija-flores, vinham verificar! E verificavam tanto que alguns saiam com os bicos-curvos!

- Beija-flor-de-bico-curvo, Polytmus guainumbi (Pallas, 1764).


E nós?! Bem, falávamos e ríamos! E a dona das pisantes, sem jeito, na sua graça de menina, sorria e deixava passar nossas alegres brincadeiras.
- Baterei uma foto!
- De jeito nenhum; murmurava ela, em seu doce cantar!
- Mas, se eu contar, ninguém vai me acreditar!
- Que importa, ainda bem - não?!
- Nãããooo, claro que não!


- Fruto do umbu.


E, foi aí, no meio da algazarra, paramos estupefatos, acho que tanto quanto os beija-flores, pois diante de nós, de encontro àquele céu azul mavioso, tinha uma árvore... Não, não é melhor contar. Melhor mesmo é demostrar...




Mas, que saibam, no final... No final, foi uma belezura de passarinhada, onde novos laços de carinho, de amizades nasceram... E que elas perdurem em milhares de novas passarinhadas!

 




 


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Por questões de comodidade e mesmo falta de espaço para publicar todas as fotos das aves citadas, resolvemos colocar aqui um link, tanto para aqueles que não as conhecem, ou, bem como, para os que, caso queiram, terem a oportunidade de lhes apreciar as belezas:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SOBRE A PÁGINA CAUSOS DE PASSARINHEIRO E OUTROS CONTOS...

Bem pessoal, este "cantinho" está nascendo em razão ao fato de, ao procurar um grupo ou página para publicar os nossos causos, não encontramos nenhum que se adequasse aos nossos relatos e estórias. Encontrei - é verdade - muitas páginas pessoais, então, pensei: Ué, porque não criar um espaço também.  

No entanto, se você tem um causo, ou caso, ou estória, nos envie que publicamos, igualmente, com os devidos créditos que você assinalar! Nossa caixa de mensagens do Face ou as daqui, do blog (Blogger), sempre estarão abertas! Tanto para comentários, perguntas ou dúvidas... Se pudermos responder, sem dúvida não faremos rogado!


Bom, eu não tenho muito tempo, assim, na medida do possível vamos postando alguma coisa e pretendemos, futuramente, "linkar" a esta página um blog... O que veio acontecer com a criação do presente blog de Causos e Contos...

Espero que vocês gostem do espaço, apesar da simplicidade de nossa linguagem e das estórias, mas que se divertam e ao mesmo tempo possam aprender ou apreender alguma coisa!  (rsrs)

São meus sinceros votos!